segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Poder do Monopólio

Definitivamente viajar de 1001 não é uma opção, é uma necessidade. Até porque não há nenhuma outra empresa responsável pelo transporte de passageiros do Rio de Janeiro para Nova Friburgo.
Para muitos a solução que a meu ver não é solução, seria fazer a tão falada baldiação, onde o passageiro pega um ônibus da Praça XV até Itaboraí, depois outro de Itaboraí até Cachoeiras de Macacu, outro de Cachoeiras até Nova Friburgo e no meu caso, outro do centro da cidade até a minha casa. Com certeza isso não é uma opção, não pelo preço que, aliás, sai muito mais em conta, mas pelo tempo e o esstresse que todo esse procedimento acarreta.
Mas os problemas em si são dois, o preço por demais elevado, e os atrasos constantes nas partidas dos ônibus. Ah, foi se o tempo em que dava para programar o horário de chegada, agora é rezar para não ter que esperar muito e agradecer se o ônibus que era para sair depois do seu, não chegar antes.
Tudo bem, é carnaval, mas isso não é um fato isolado, muito pelo contrário, é um problema corriqueiro que afeta único e exclusivamente os passageiros. Isso sem falar dos funcionários mal instruídos e mal educados, do pouco caso com os clientes, dos motoristas atrasados que compensam correndo estrada afora e das vidas inocentes em perigo.
Sinceramente, suportei enquanto pude, mas hoje foi a gota d´agua. Ver idosos, mulheres com bebês no colo, crianças, todos esperando algo que não vinha. È curioso dizer isso se tratando de um ônibus. A situação era tão absurda que quando questionados os próprios funcionários da empresa não sabiam ou não queriam falar a respeito. Apenas nos mandavam aguardar... Até quando?
Sinceramente, hoje, diante do tamanho caos que se abateu na rodoviária, me senti numa terra de ninguém, nunca tinha visto tanta falta de respeito e tão pouco caso com pessoas de bem. Sinto muito pelo meu primeiro post ser esse desabafo, mas acredito que esse espaço foi criado para contar coisas boas e coisas vexaminosas como essa.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Diva e os seus Súditos

Sete de fevereiro, HSBC Arena, Rio de Janeiro 40 graus, nem o calor nem a distância foram capazes de afastar os mais de 14 mil fãs da gigantesca fila para entrar no show. O que dizer dos devotos que dormiram por uma semana na entrada do local. A tirar pelo espetáculo que eu assisti, totalmente compreensível.
E olha que para entrar a luta foi grande, não só pela fila que dava voltas infindáveis, mas pela desorganização do evento. Um número reduzido de seguranças não conseguiu controlar a multidão de mal educados que furaram a fila e transformaram algo que tinha tudo para ser tranqüilo em uma grande confusão.
Claro que quando a musa Beyonce subiu ao palco, todos os problemas se tornaram pequenos diante de tamanho furacão. Bastou uma música, crazy love, para ela perceber o quanto os brasileiros são loucamente apaixonados por ela.
Depois da primeira música, Beyonce fez uma pausa, acredito que para beber uma água, a arena inteira começou a gritar pelo nome dela, foi nesse momento que ela declarou que estava muito feliz de estar no Rio de Janeiro e que não existe lugar no mundo como o Brasil... Pronto, o HSBC veio a baixo.
Os momentos que se seguiram foram de pura emoção. Canções como Ave Maria e Listen arrancaram lágrimas da platéia, inclusive minhas. Como não se emocionar e não se envolver com hits como Single Ladies, Irreplaceable e a tão esperada Halo, música que homenageou o cantor Michael Jackson, que a cantora definiu como o seu herói.
Vou dizer aqui o que eu disse para os meus amigos no final do show. Cada gota de suor que eu perdi, cada lágrima que eu derramei, cada segundo que eu fiquei na fila, cada dia da minha vida que eu vou ter que trabalhar para pagar aquele ingresso, valeu a pena, e digo mais, se eu tivesse que fazer tudo de novo, eu faria.